Estruturas que receberão sedimentos do desassoreamento do Rio das Ostras começam a ser preparadas

Draga já está posicionada no canteiro de obras; equipes aguardam melhora das condições climáticas para avançarem em outras frentes

A draga chegou ao canteiro de obras para as próximas etapas preparatórias para o desassoreamento do Rio das Ostras, no Bairro da Barra.  A empresa responsável pela execução trabalha na preparação das estruturas necessárias para o início da operação.

As ensecadeiras são estruturas provisórias de contenção, construídas com solo compactado e argila, que funcionarão como áreas de recebimento e desaguamento dos sedimentos retirados do fundo do rio. Para que sejam concluídas com segurança e possam receber o material bombeado pela draga, é necessário que o terreno apresente condições adequadas de estabilidade.

De acordo com o diretor técnico da Emasa, Pedro Crestani, a implantação dessas estruturas é uma das etapas fundamentais para o início da dragagem. Com a melhora das condições climáticas, será possível intensificar os trabalhos e avançar mais rapidamente na preparação do canteiro.

“A draga já está no rio e a empresa responsável continua trabalhando nas etapas preparatórias. O que mais tem dificultado o avanço neste momento são as chuvas, principalmente na execução das ensecadeiras, que precisam de condições adequadas do terreno para garantir a estabilidade das estruturas. Com a melhora do tempo, conseguiremos acelerar essa etapa, que é fundamental para receber o material retirado do rio. Enquanto isso, seguimos com as demais preparações necessárias para colocar a draga em operação”, explica Crestani.

Além das ensecadeiras, a programação contempla a supressão vegetal autorizada, que deverá ser iniciada assim que as condições climáticas permitirem, e a montagem e conexão dos mangotes, tubulações responsáveis por transportar os sedimentos retirados pela draga até as áreas de contenção. As equipes também atuam na organização das áreas operacionais e nos ajustes necessários para a instalação dos equipamentos.

Como será realizada a dragagem

O desassoreamento será executado pelo sistema de sucção e recalque. A draga vai retirar os sedimentos acumulados no leito do Rio das Ostras, que serão transportados por meio dos mangotes até as ensecadeiras instaladas no canteiro de obras.

Nessas estruturas, o material passará pelo processo de desaguamento, com a drenagem gradual da água e a secagem dos sedimentos. Posteriormente, o material será carregado em caminhões e encaminhado a uma área de destinação devidamente licenciada.

A conclusão das ensecadeiras, a montagem das tubulações e os testes dos equipamentos são etapas necessárias antes do acionamento efetivo da draga. Por isso, a melhora do tempo será determinante para acelerar a preparação do canteiro e permitir o início da operação.

Sobre a obra

Com investimento de R$ 2,44 milhões, o desassoreamento do Rio das Ostras é gerenciado pela Emasa, com execução da parte ambiental sob responsabilidade da Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, e a dragagem realizada pela BMB Comércio e Serviços Ltda.

A intervenção compreende o trecho entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes, próximo ao Centro Educacional Municipal (CEM) Dona Lili, e Emanuel Rebelo dos Santos, em frente à Escadaria dos Pescadores.

O projeto também contempla o monitoramento ambiental da qualidade da água e dos sedimentos, iniciado ainda na fase de pré-obra e previsto para continuar durante a intervenção e nos cinco anos seguintes. Estão previstas ainda a instalação de gabiões em pontos das margens sujeitos à erosão.

O serviço não modificará o curso do Rio das Ostras. O objetivo é recuperar sua capacidade hidráulica, melhorar o escoamento das águas e contribuir para a redução dos transbordamentos e alagamentos registrados na região durante períodos de chuva intensa.

 

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