Os números são alarmantes: desde o início do ano, Santa Catarina já registrou mais de 4,7 mil casos de dengue e mais de 72% dos municípios catarinenses têm focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, segundo dados da Dive (Direção de Vigilância Epidemiológica).
Os dados demonstram uma tendência de crescimento do número de casos que vem se repetindo ano a ano, especialmente a partir de 2019, quando os casos autóctones – aqueles contraídos no território de residência do paciente – saltaram de apenas 44 registros em 2018 para 1.687, interrompendo uma tendência de queda nos números após 2016, ano em que o Estado registrou o primeiro óbito pela doença na sua história.
Nos anos seguintes, os números explodiram. Em 2020, Santa Catarina registrou 10.947 casos autóctones. Já em 2021, o Estado passou para 18.624 e atingiu assustadores 80.919 casos no ano passado, um aumento de 434,4% com relação ao ano anterior.
De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica do Estado, João Augusto Brancher Fuck, a presença do mosquito é o principal fator de risco para a disseminação da doença.
