Saúde investiga se morte de bebê em hospital da capital está relacionada à falta de leitos de UTI

Um bebê de dois meses morreu no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, na madrugada do último sábado (11), após sofrer três paradas cardiorrespiratórias.

A SES (Secretaria de Estado da Saúde) investiga se a morte pode ter ocorrido pelo fato do recém-nascido não ter sido transferido para um leito de UTI.

O painel de leitos de UTI oferecidos pelo SUS, atualizado na manhã desta segunda-feira (13), mostra que todos os 29 leitos ativos da unidade estão ocupados.

Por meio de nota, a SES informou que até o momento, não há confirmação de que a criança tenha morrido por não ter sido transferida para uma UTI.

A SES disse ainda que está em contato com o hospital para entender a situação clínica do recém-nascido desde a entrada na unidade até o momento do óbito. O bebê já havia sido internado em outra ocasião.

Segundo a pasta, a morte foi causada por uma bronquiolite, que é uma infecção nos bronquíolos, ramificações dos brônquios que levam oxigênio aos pulmões.

A presidente da Sociedade Catarinense de Pediatria, Nilza Perin, informou que o estado de saúde do bebê era muito grave. Todo o atendimento à criança foi feito na emergência. Perin também reiterou que não havia leitos de UTI disponíveis no momento.

“O primeiro atendimento foi feito. Era um caso muito grave. Infelizmente, mesmo apesar de todo o atendimento dentro do hospital, quem trabalha com saúde sabe que óbitos acontecem tanto na UTI quanto na emergência”, disse.

No cenário estadual, a taxa de ocupação de leitos de UTI pediátricos é de 98,9%. Resta um leito disponível na região do Planalto Norte e Nordeste.

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