Cão Orelha: dois adolescentes investigados retornam ao país e polícia faz novas apreensões

Dois, dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, retornaram ao país nesta quinta-feira (29/01). Eles estavam em viagem à Disney e retornaram na tarde de hoje. Logo, a confirmação ocorreu por meio das redes sociais do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

Confira:

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da DEACLE e DPA da Capital, cumpriu dois mandados de busca, apreendendo aparelhos telefônicos e roupas pertencentes a dois adolescentes, investigados no caso do Cão Orelha, que estavam fora do país.

Pelo monitoramento deles, realizado em conjunto com a Polícia Federal, identificou-se a antecipação do voo para o Brasil. As ordens judiciais foram cumpridas no aeroporto internacional de Florianópolis, em sala restrita, em razão da necessidade de resguardar a segurança de todos – inclusive das pessoas do aeroporto.

Os outros dois adolescentes investigados pelo crime também foram alvo da Polícia, que cumpriu mandados de busca e apreensão na última segunda-feira (26).

As apreensões fazem parte do avanço das investigações, que também resultaram no cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra três adultos investigados por coação no curso do processo. São dois empresários e um advogado, todos parentes de pelo menos um dos adolescentes. Conforme a polícia, eles teriam ameaçado uma testemunha com uma arma de fogo.

Caso cão Orelha

Orelha era um cão comunitário que vivia na Praia Brava há 10 anos, sob os cuidados de pescadores e moradores, morreu no dia 15 de janeiro. O grupo de quatro adolescentes teria agredido o animal a pauladas, causando ferimentos graves. Assim, o animal recebeu atendimento veterinário, mas devido à gravidade do caso, os profissionais acabaram optando por sacrificar o cão.

De acordo com laudo pericial, o animal foi agredido com um instrumento contundente. A identificação dos suspeitos ocorreu por meio da análise de imagens de câmeras de segurança e de depoimentos colhidos durante a apuração.

Todavia, o caso gerou uma grande repercussão nas redes sociais, em mídia nacional, mobilizando manifestações contra o crime de maus-tratos a animais.

O delegado Ulisses Gabriel, que adotou o cão Caramelo após o mesmo grupo tentar afogá-lo, reforçou que levará todos os envolvidos à Justiça. Por envolver menores de idade, portanto, o Ministério Público ouvirá os jovens e aplicará as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Tão logo as investigações sobre o caso começaram, a Polícia rapidamente identificou os quatro suspeitos. No entanto, dois deles viajaram para o exterior. Agora, com o retorno, eles serão ouvidos pelo MP e ocorrerá a finalização do inquérito policial.

 

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